18 setembro 2010

NFL – Prime Time Game: NFL Kickoff- Minnesota Vikings vs. New Orleans Saints

Let’s get it started!
Festa no Superdome: os campões Saints estreiam na temporada de 2010
Créditos: www.nfl.com
   Foi dada a largada! Quando Ryan Longwell chutou a bola para o alto, até os olhos do fã de futebol americano mais durão encheram-se d’água, já que amargava 7 meses sem a emoção da NFL.

  Confesso que, no início do jogo, não fiquei tão comovido com o retorno da liga, pois dividia as atenções com o rádio, que me fazia sofrer com mais um tropeço do meu amado Clube Atlético Mineiro. Mas vamos falar de coisas boas.

   O jogo começou com o atual campeão, o New Orleans Saints, tendo a posse de bola, anotando um touchdown logo de início. Com Drew Bress fulminante, repetindo as atuações da temporada passada, os Saints precisaram de pouco mais de 2 minutos para abrirem o placar, com a recepção para 29 jardas de Devery Henderson. Porém, no segundo quarto, o poder de fogo de New Orleans cessou, o que fez o time parar de pontuar, e ainda com Garrett Hartley  perdendo um field goal.

    Pelo lado dos Vikings, Adrian Peterson começou correndo bem, e o time anotou seus primeiros pontos no segundo quarto, através de Longwell, com um field goal de 41 jardas. Faltando menos de um minuto para o fim do primeiro tempo, Brett Favre completou dois belos passes para o tight-end Vistanthe Shiancoe, sendo o último deles a recepção de 20 jardas para TD. Porém, Longwell conseguiu errar o extra point, deixando o placar de 9x7 para os chifrudos ao fim da primeira metade de jogo. 

    Na primeira etapa, os Saints não conseguiram estabelecer seu jogo terrestre. Porém, a partir do terceiro quarto, Pierre Thomas passou a correr bem com a bola, lembrando sua atuação no último Super Bowl, anotando um TD após decorridos 9 minutos do terceiro quarto.

    Aproximando-se do fim do jogo, os dois ataques começaram a errar bastante, porém os atuais campeões conseguiram controlar mais o relógio. Placar final Saints 14 x 9 Vikings.

   Destaque para as duas defesas, principalmente a de New Orleans, que trabalharam bem e impediram os melhores ataques do ano passado a marcarem muitos pontos. Drew Bress mostrou em alguns lances o mesmo brilhantismo da temporada passada e Brett Favre teve um jogo mediano, lançando uma interceptação.

   Termino meu post com a frase que em que mais que vinha à minha cabeça durante toda a partida: a NFL voltou!

15 setembro 2010

MLB - Reta final

Setembro, mês de decisão na Major League Baseball. Com o fim da temporada regular cada vez mais próximo já podemos começar a ver um cenário provável para os playoffs. Faltando aproximadamente 20 jogos para começar a pós-temporada, a situação é a seguinte:

* Na Liga Americana NY Yankees (88-57) e Tampa Bay Rays (87-57) continuam batalhando pela divisão Leste. A série mais recente entre os dois está empatada, o último jogo é esta noite na Flórida e quem ganhar fica na liderança da divisão. O Minnesota Twins (86-58), líder com certa folga na divisão Central, ainda tenta obter melhor recorde na Liga, o que dá a vantagem do mando de campo na pós-temporada.

Praticamente garantido lá já está o Texas Rangers (81-63), que mesmo com problemas financeiros liderou a divisão Oeste durante praticamente toda a temporada e está 9 jogos a frente do segundo lugar Oakland A's. A quarta vaga, do melhor segundo colocado, deve ficar mesmo na divisão Leste, como prêmio de consolação para Rays ou Yankees, já que o Boston Red Sox está 6.5 jogos atrás dos Rays.

* Se a Liga Americana está praticamente resolvida, a Liga Nacional ainda apresenta algumas disputas interessantes nas semanas que restam. A divisão Leste viu um renascimento dos atuais campeões Philadelphia Phillies (85-61), que tomaram a liderança pertencente ao Atlanta Braves (83-64) por quase todo ano. Surpresa da temporada, o time do San Diego Padres (82-63) ficou a frente da divisão Oeste por meses, mas teve uma série de 10 derrotas consecutivas no final de agosto/início de setembro e agora sustenta uma tênue vantagem sobre o San Francisco Giants (81-64), que arrumou seu ataque nas últimas semanas.

Três desses times devem chegar a outubro, pois mesmo Albert Pujols não conseguiu fazer o St. Louis Cardinals (74-69) desafiar a liderança do Cincinatti Reds (82-63) na divisão Central e atualmente está 7 jogos atrás da vaga de wildcard.

08 setembro 2010

NFL – É amanhã!

Finalmente nosso blog começará a cobertura da National Football League! Após longos 7 meses de espera e agonia, os fãs da bola oval finalmente poderão lavar a alma, com jogos nesta quinta, domingo e uma rodada dupla no Monday Night Football.

E a liga começa a todo vapor, com grandes partidas já na primeira rodada. O atual campeão, New Orleans Saints, recebe o Minnesota Vikings, com Brett Favre retornando para a temporada de 2010, reeditando a final da NFC do ano passado. Na Philadelphia, os Eagles, agora sob o comando do quarterback Kevin Kolb, jogam contra o Green Bay Packers, um dos grandes favoritos à conquista do título. Já o Washington Redskins, na estreia de Donovan McNabb com a camisa 5 dos pele-vermelha, mede forças com o Dallas Cowboys, que inicia sua caminhada para disputar do Super Bowl em casa, pelo Sunday Night Football.

Pela AFC, o New England Patriots, de Tom Brady, enfrenta o Cincinnati Bengals, que chegou aos playoffs ano passado e contratou o polêmico wide-reciever Terrel Owens. No duelo da divisão sul, Peyton Manning e Matt Schaub, talvez os dois melhores QB’s da última temporada, se colocam face a face no duelo entre Indiannapolis Colts e Houston Texans.


Vão abaixo os horários dos jogos da rodada e os meus humildes palpites para as partidas da Week 1 (vencedores em negrito). É bom ressaltar que nunca fui bom em prever resultados, tendo em vista que amarguei várias rodadas na lanterna do bolão da Copa do Mundo desse ano.

Quinta, 9 de setembro - Minnesota Vikings at New Orleans Saints 21:30 (ESPN)
Domingo, 12 de setembro - Cleveland Browns at Tampa Bay Buccaneers 14:00
Domingo, 12 de setembro - Miami Dolphins at Buffalo Bills 14:00
Domingo, 12 de setembro - Cincinnati Bengals at New England Patriots 14:00
Domingo, 12 de setembro - Indianapolis Colts at Houston Texans 14:00
Domingo, 12 de setembro - Denver Broncos at Jacksonville Jaguars 14:00
Domingo, 12 de setembro - Atlanta Falcons at Pittsburgh Steelers 14:00
Domingo, 12 de setembro - Oakland Raiders at Tennessee Titans 14:00
Domingo, 12 de setembro - Carolina Panthers at New York Giants 14:00
Domingo, 12 de setembro - Detroit Lions at Chicago Bears 14:00
Domingo, 12 de setembro - Arizona Cardinals at St. Louis Rams 17:15
Domingo, 12 de setembro – Green Bay Packers at Philadelphia Eagles 17:15 (BandSports)
Domingo, 12 de setembro - San Francisco 49ers at Seattle Seahawks 17:15
Domingo, 12 de setembro - Dallas Cowboys at Washington Redskins 21:20 (ESPN)
Segunda, 13 de setembro - Baltimore Ravens at New York Jets 20:00 (ESPN)
Segunda, 13 de setembro - San Diego Chargers at Kansas City Chiefs 23:15 (ESPN)

24 agosto 2010

NFL – Vai e volta

Há pelo menos três anos, todo final de off-season é a mesma história: Brett Favre anuncia que volta para a temporada que logo começará, após ter anunciado ou levantado a hipótese de se aposentar. 

Em março de 2008, pouco após ter levado os Packers à final de conferência, o veterano quarterback convocou uma entrevista para anunciar sua aposentadoria. Com isso, a equipe de Green Bay foi preparando Aaron Rodgers para assumir a posição de titular. Às vésperas da temporada seguinte, o camisa 4 decidiu continuar jogando e pediu para reintegrar o plantel de sua antiga equipe, porém, a diretoria confirmou que Rodgers seria mesmo o QB principal dos Packers. Assim, Favre aceitou a proposta de ir para o Jets, para tentar recuperar o time da péssima campanha da temporada de 2007.

Coletiva em que Favre anunciou sua “primeira
aposentadoria” no dia 4 de março de 2008
Jogando no Meadowlands, Brett Favre fez uma temporada regular, lançando 22 touchdowns e o mesmo número de interceptações. Os Jets começaram bem a temporada, mas acabaram com 9 vitórias e 7 derrotas, não se classificando para os playoffs. Após a temporada, o recoridista de passes para touchdown anunciou novamente sua aposentadoria.

Porém, em agosto de 2009 o quarentão decidiu voltar a jogar, dessa vez pelo arqui-rival do Packers, onde atuou por 16 temporadas: o Minnesota Vikings. Por lá, Favre teve uma de suas melhores temporadas, com 33 touchdowns e apenas 7 interceptações, levando a equipe a um retrospecto de 12-4 e ao NFC Championship Game, no qual perderam para o campeão Saints.

2009: “Renascimento” de Brett Favre, atuando pelos Vikings

Quando tudo parecia estar resolvido que Favre voltaria para a temporada de 2010, surgiram novos rumores, nas últimas semanas, que Brett se retiraria, devido a uma lesão no tornozelo. Mas, no último dia 17 foi confirmada a volta do QB titular dos Vikings, cujos torcedores agonizavam, só de pensar que o posição poderia ser ocupada novamente por Tavaris Jackson.

Não há dúvidas que Favre é um dos melhores quarterbacks de todos os tempos e que, se estiver saudável, tem todas as condições de conduzir os chifrudos de Minnesota a uma boa campanha  nos playoffs. Porém, esse vai e volta do vovô anda irritando muita gente e até manchando sua imagem. Que nos digam os torcedores do Green Bay.

05 agosto 2010

NFL - Aquecendo as turbinas para a temporada!

Offseason = falta de assunto. Esse é o motivo da ausência de meus posts no blog, já que não julgo necessário listar os inúmeros problemas extra-campo dos jogadores da NFL e fazer projeções furadas para a temporada. Porém, a longa e sofrida esfera está chegando ao fim. No último final de semana, se iniciou o Training Camp, fase final de treinamentos antes do início da temporada.

Jogadores aprimoram sua forma física e técnica para a temporada de 2010

Nessa fase de treinamentos, as equipes os acertos finais para os jogos de pré-temporada, que terão início no próximo dia 8, com o confronto entre Dallas Cowboys e Cincinnati Bengals. O jogo marcará o tradicional Hall of Fame Game, que sempre ocorre na estreia da pré-temporada e premia os selecionados para o Hall da Fama da NFL. Na classe de 2010 estão, entre outros grandes nomes, ninguém menos que o ex-running back do Dallas Cowboys e detentor do recorde de jardas corridas, Emmitt Smith, e o ex-wide receiver do San Francisco 49ers e recordista de TD’s recebidos, Jerry Rice.


Jerry Rice e Emmitt Smith estrelam o grupo de indicados de 2010 para o Hall da Fama
Outro fato que agitou os fãs da NFL foi a contratação de Terrel Owens pelo Bengals. O veterano wide reciever assinou por um ano, recebendo 2 milhões de dólares nesse período, acrescidos a outros 2 milhoes em outros incentivos. T.O. se junta a outro reciever polêmico e bem-humorado, Chad Ochocinco. Com a união entre 81 e 85, comemorações excêntricas e muito falatório serão esperados na próxima temporada em Cincinnati.

Ochocinco e T.O.: Dupla polêmica se encontrará em Cincinnati

12 julho 2010

MLB - Um refresco durante a maratona

Fim de semestre letivo é sempre a mesma correria. Agora que ficou pra trás, vamos tentar atualizar o blog com análises dos drafts da NHL e da NBA. Porém, o assunto de hoje não é nenhum dos dois drafts. Acontece amanhã o All-Star Game da MLB, onde 2 times mal escalados se enfrentam pra decidir quem terá a vantagem no mando de campo durante a World Series. Sua importância, no entanto, vai além disso. O all-star break, a pausa na maratona que é a temporada de baseball para que o jogo das estrelas possa ocorrer, é um marco na campanha e na performance de times e jogadores. Arrancadas para a liderança da divisão e melhora de rendimento, ou de forma contrária, esquecer como se bate na bolinha, são constantes no período após o evento. Vamos então dar uma olhadinha no que aconteceu durante os primeiros meses de baseball em 2010.

Até 2 anos atrás o Tampa Bay Rays era um mero coadjuvante na divisão leste da Liga Americana. Seu papel era arrancar algumas vitórias de Yankees ou Red Sox, fingindo dificultar um pouco as coisas pros tradicionais rivais. Uma aparição em World Series depois e o time da Flórida compete cabeça a cabeça pelo título da divisão. O time chegou a liderar nos primeiros meses, mas teve uma pequena queda de rendimento e permitiu que NY o ultrapassasse. Depois de varrer o Red Sox no último encontro dos times, os Rays estão em segundo na divisão, 2 vitórias atrás dos Yankees e 3 à frente de Boston, que teve um início difícil mas tem se recuperado. Como só o melhor segundo colocado de todas as divisões vai para os playoffs essa é uma briga que tem tudo pra esquentar. A possibilidade de 2 desses times irem à pós-temporada é grande, pela vantagem que têm para os outros concorrentes à vaga da repescagem.

Também na Liga Americana, o outro time da meia na MLB também é um concorrente direto a uma vaga de playoff. Após um começo ruim, com problemas na rotação titular, o Chicago White Sox, campeão de 2005, conseguir chegar à liderança da divisão central. O Minnesota Twins, vencedor da divisão no ano passado, está com algumas dificuldades de adaptação a seu novo estádio, Target Field, e encontra problemas para manter uma sequência de vitórias. Sua maior estrela, o catcher Joe Mauer, não consegue repetir a impressionante campanha do ano passado. Cotado para ganhar facilmente a divisão, o time está atrás do Detroit Tigers, que sempre está na disputa para chegar à pós-temporada. A briga é boa, e com os times tão próximos e com tanto talento espere uma decisão apenas nos últimos suspiros da temporada regular.

Com o Texas Rangers liderando a desinteressante divisão oeste, pouco pressionado por Los Angeles Angels e Oakland Athletics - quadro que deve mudar: os Angels são um time competitivo e experiente - é hora de passarmos para a Liga Nacional. Na divisão leste a liderança é do Atlanta Braves, à frente de NY Mets e dos atuais campeões da conferência Philadelphia Phillies. O time de Philadelphia tem algumas dificuldades no ataque, que nem sempre consegue ajudar seus arremesadores a conseguir vitórias. O jovem time de Atlanta se aproveita disso e segue na busca pela vaga.

A divisão central têm a surpreendente liderança do Cincinnati Reds. Atrás de seus arremesadores e do bastão de Joey Votto, os Reds tentam quebrar a hegemonia do St. Louis Cardinals, que venceu a divisão 7 vezes nos últimos 10 anos. O time que jamais vencerá não deve tentar quebrar a escrita nesse ano. Sem título nos últimos 100 anos, o Chicago Cubs dificilmente chegará a terceira pós-temporada consecutiva, 9 vitórias atrás do líder Cincinnati.

Se os Reds não bastassem, a divisão oeste ganha o prêmio de "divisão maluca do ano". Depois de alguns anos sempre no buraco, com uma folha de pagamento bem reduzida, e um buraco negro como estádio, o San Diego Padres lidera a divisão, 2 vitórias a frente de Colorado e LA Dodgers, bem mais acostumados com essa disputa. 'The little team that could" aposta num jogo de arremesadores - tem o melhor conjunto da MLB, com o melhor ERA e um closer perto da liderança da liga em saves - e "small ball", priorizando ganhar bases ao invés de mostrar potência no bastão e tentar roubar bases sempre que possível. A missão de San Diego é mostrar que ele realmente pode competir em alto nível, a despeito dos céticos que estão a espera do momento em que o time vai implodir (bom, os céticos envolvem até mesmo a torcida do time, então a tarefa não é assim tão simples...). A espreita está o San Francisco Giants, que tem alguns problemas no seu ataque e um Tim Lincecum não tão genial. A chegada do catcher-prodígio Buster Posey dá novo fôlego à equipe, fazendo a divisão ficar bem mais movimentada que de costume.

Com pouco mais da metade da temporada já disputada o cenário dos playoffs ainda está totalmente indefinido. Ainda que os 3 times da AL Leste - NY Yankees, Boston Red Sox e Tampa Bay Rays - se mostrem um passo a frente do resto da liga, tendo mais vitórias que alguns líderes de divisão, a maratona ainda reserva surpresas. Como o número de jogos, e o desgaste, é muito grande, contusões são mais do que naturais e podem jogar no lixo a temporada de um time. Nas últimas semanas o destaque foi a contusão de Jake Peavy, que apesar de não fazer uma temporada espetacular vai desfalcar o White Sox até o ano que vem. Outros times, como o San Diego Padres, que se baseiam no conjunto, torcem para que nada de excepcional aconteça até outubro. Tudo porque, depois dessa pequena pausa, a maratona vai continuar.

11 julho 2010

NBA Finals Game 5 - One Man Band vs. Team Work

Primeiros jogos de Copa bem fraquinhos por enquanto fazem com que a atenção redobre sobre o “final das Finais” na NBA. Depois de um belo Game 4, com o banco dos Celtics dominando, a série ficou empatadíssima e ainda melhor de se acompanhar. A noite já prometia, era o último jogo na casa dos verdes (Game 6 e 7 serão em L.A.), que continuavam com o dever de ganhar, que dessa vez significaria reverter a situação de dias atrás e virar o placar da série para 3 a 2.

Começo de jogo belíssimo! Muito equilibrado, lá e cá... Um apetite para o que esse jogo viria a ser. Pierce e Garnett marcaram juntos 12 pontos, 8 só do small forward. Do lado dos Lakers, quem comandava era o armador Derek Fisher, que anotou 9 pontos no período inicial, enquanto Kobe (apagado, mas não por muito tempo) marcou apenas 3. Ray Allen continuou arremessando mal, mas agora ficou mais claro o porque do seu mau momento. Descobri que seu filho mais novo que sofre de diabetes, Walker, fora internado com problemas de saúde no sábado, dia 12. Parece que já está tudo ok com a criança, mas com certeza atrapalhou o preparo psicológico de Ray Ray. Segundo quarto iniciando, e o banco de Boston entra em ação. Rasheed, “Big Baby” e Nate Robinson pisaram na quadra e jogaram bem, um pouco melhor que os mais discretos reservas dos Lakers (Odom, Vujacic e Farmar). Rondo liderou os C’s, fez pontos e participou da maioria das jogadas importantes do quarto, inclusive de uma pequena briga com Ron Artest, que havia feito uma falta clara empurrando KG no chão. Após algumas faltas técnicas, tudo voltou ao normal. Enquanto isso, quem ia aquecendo a mão era Bryant, que marcou 7 pontos para os Lakers na etapa. Outro que estava muitíssimo bem era “The Truth” Paul Pierce, que anotou exatos 7 pontos, e foi para o vestiário com 15 pontos na carteira, feliz também com a vitória parcial dos verdes, que ganhavam por 45 a 39.

O terceiro quarto merece uma atenção especial, porque foi histórico. Boston começou dominando na defesa e contra-ataque, e marcou logo 5 pontos no primeiro minuto, em cesta de Rondo e arremesso de 3 de Pierce (que foi resultado de uma linda jogada de equipe). Além disso, Kobe acabara de perder um lance livre sozinho (cobrando falta técnica de 3 segundos no garrafão de Pierce). Tudo parecia perdido para os Lakers, que agora estavam abaixo no placar por 11 pontos. Mas a estrela do craque Kobe resolveu brilhar mais uma noite e ele marcou, nada mais nada menos, que os próximos 19 pontos seguidos para L.A.!!! E isso tudo em apenas um quarto de jogo! Isso mesmo, 19 pontos seguidos em um quarto! Esse é Kobe Bryant, o cara que resolve quase tudo sozinho e comanda o time com autoridade, desponta no momento que é requisitado, um jogador espetacular. Os únicos Lakers a marcarem no quarto, além de Kobe, foram Vujacic (2 pontos) e, o até então muito apagado, Pau Gasol (5 pontos). Para a sorte dos fãs dos Celtics, Pierce estava em noite inspirada e marcou 11 pontos, para manter o placar a favor dos verdes. KG também contribuiu com 7 pontos, além do moleque Rondo, que forneceu 4 assistências. O placar terminou em 73 a 65 para Boston. Até agora, foi, indubitavelmente, o melhor quarto jogado nessa série. Representou bem como cada equipe joga, uma focada em um jogador “alfa” e a outra no trabalho de equipe.

O último período trouxe de volta o equilíbrio dos times (não do placar, que se manteve constante) do primeiro, as duas equipes jogaram com cautela e erraram bastante. Pierce fez apenas 1 ponto e KG 3 para o lado dos Celtics, enquanto Kobe continuou com a mão quente (fez 9 pontos e terminou com incríveis 38) e Gasol fez 5 pontos. Mas não foi o suficiente para vencer a equipe verde, que triunfou por 92 a 86 em casa, e virou o placar da série para 3 a 2. Agora, a vantagem é dos Celtics, que vão para L.A. tentar vencer apenas um jogo, para levarem o 18 título da franquia. Já os Lakers ficam com a obrigação de defenderem home court e presentearem seus torcedores com o troféu das Finals. Neste momento, aposto minha fichas nos Celtics, já que só precisam vencer um dos jogos, mas acho que será no Game 7 (tomara), o que edificará essa série como uma das mais clássicas e equilibradas dos últimos anos.