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30 outubro 2010

MLB - Um passo adiante

 Dois grandes confrontos eram previstos para as finais de conferência, e os times não decepcionaram. Os finalistas do ano passado, Yankees e Phillies, eram favoritos para avançar contra duas equipes que podiam ser consideradas zebras só de estar nas finais. Duas séries que chegaram aos seis jogos para definir quem briga pelo título da World Series em 2010. Com vocês, as Championship Series.

ALCS

Todos esperavam mais um bombardeio do time do Bronx. Mas em alguns jogos os Yankees agiram mais como gatinhos assustados, anotando três ou mais corridas apenas em três jogos. 

O primeiro jogo ligou o alerta em Texas. Depois de mandar CC Sabathia embora após apenas 4 innings e contar com 7 sólidas entradas de CJ Wilson, o Rangers viu uma vantagem de 5-1 desaparecer nas mãos de seu bullpen. Correndo o risco de ficar num buraco se não agisse rapidamente, o time reagiu no jogo 2, de novo mandando o arremessador titular de NY embora após 4 entradas, mas dessa vez com uma atuação bem melhor de seu bullpen. 

A viagem à Big Apple foi mais fácil do que se previa. Dezoito corridas marcadas nos dois primeiros jogos no Yankee Stadium, com mais uma boa partida de Cliff Lee no jogo 3 (8 innings, 13 strikeouts, 3 homens em base). CC Sabathia até fez sua parte do jogo 5, mas a desvantagem de 2-3 foi fatal na volta ao Texas. Phil Hughes novamente não chegou à sexta entrada e os Rangers fecharam a série vencendo por 6-1. Um balanço perfeito entre arremessos e poder ofensivo de um azarão que anotou 5 ou mais corridas em 5 partidas contra o "Império do Mal".

Dessa vez não deu, A-Rod

NLCS

Ao contrário das finais da Liga Americana, todos esperavam mais dos arremessadores do que dos ataques na disputa entre San Francisco Giants e Philadelphia Phillies. San Francisco fez valer o título de "time das vitórias apertadas" e avançou como no round anterior: três vitórias por uma corrida de diferença.

O jogo 1 foi o alardeado confronto Roy Halladay - Tim Lincecum. Quem apareceu porém foram os ataques. Cada arremessador cedeu dois home runs, com o destaque sendo Cody Ross que fez home runs em aparições consecutivas no bastão e acabou dando a vitória aos Giants. A boa performance de Roy Oswalt  no jogo 2 (8 innings, 9 strikeouts e apenas um home run cedido para Cody Ross) garantiu que a série fosse para a Califórnia empatada. Naquela que seria sua única vitória mais folgada, Matt Cain segurou Philadelphia e os Giants abriram vantagem com um 3-0. A partida com os pitchers menos badalados foi também a com placar mais elevado, vitória dos Giants por 6-5 e 3-1 na série. 

Roy Halladay, porém, impediu que San Francisco fechasse dentro de casa e levou a melhor em seu replay contra Tim Lincecum, apesar de uma lesão na coxa. Nada disso importou muito. Apesar de começar bem e mandar Jonathan Sanchez embora logo no segundo inning, Philadelphia não conseguiu lidar com o bullpen reforçado de San Francisco, que teve participação dos titulares Madison Bumgarner e Tim Lincecum. Juan Uribe decretou a final que ninguém esperava com um home run na oitava entrada. Uma final dos sonhos pra quem só conseguiu se classificar no último jogo da temporada regular.

Yes-yes, World Series baby!

12 julho 2010

MLB - Um refresco durante a maratona

Fim de semestre letivo é sempre a mesma correria. Agora que ficou pra trás, vamos tentar atualizar o blog com análises dos drafts da NHL e da NBA. Porém, o assunto de hoje não é nenhum dos dois drafts. Acontece amanhã o All-Star Game da MLB, onde 2 times mal escalados se enfrentam pra decidir quem terá a vantagem no mando de campo durante a World Series. Sua importância, no entanto, vai além disso. O all-star break, a pausa na maratona que é a temporada de baseball para que o jogo das estrelas possa ocorrer, é um marco na campanha e na performance de times e jogadores. Arrancadas para a liderança da divisão e melhora de rendimento, ou de forma contrária, esquecer como se bate na bolinha, são constantes no período após o evento. Vamos então dar uma olhadinha no que aconteceu durante os primeiros meses de baseball em 2010.

Até 2 anos atrás o Tampa Bay Rays era um mero coadjuvante na divisão leste da Liga Americana. Seu papel era arrancar algumas vitórias de Yankees ou Red Sox, fingindo dificultar um pouco as coisas pros tradicionais rivais. Uma aparição em World Series depois e o time da Flórida compete cabeça a cabeça pelo título da divisão. O time chegou a liderar nos primeiros meses, mas teve uma pequena queda de rendimento e permitiu que NY o ultrapassasse. Depois de varrer o Red Sox no último encontro dos times, os Rays estão em segundo na divisão, 2 vitórias atrás dos Yankees e 3 à frente de Boston, que teve um início difícil mas tem se recuperado. Como só o melhor segundo colocado de todas as divisões vai para os playoffs essa é uma briga que tem tudo pra esquentar. A possibilidade de 2 desses times irem à pós-temporada é grande, pela vantagem que têm para os outros concorrentes à vaga da repescagem.

Também na Liga Americana, o outro time da meia na MLB também é um concorrente direto a uma vaga de playoff. Após um começo ruim, com problemas na rotação titular, o Chicago White Sox, campeão de 2005, conseguir chegar à liderança da divisão central. O Minnesota Twins, vencedor da divisão no ano passado, está com algumas dificuldades de adaptação a seu novo estádio, Target Field, e encontra problemas para manter uma sequência de vitórias. Sua maior estrela, o catcher Joe Mauer, não consegue repetir a impressionante campanha do ano passado. Cotado para ganhar facilmente a divisão, o time está atrás do Detroit Tigers, que sempre está na disputa para chegar à pós-temporada. A briga é boa, e com os times tão próximos e com tanto talento espere uma decisão apenas nos últimos suspiros da temporada regular.

Com o Texas Rangers liderando a desinteressante divisão oeste, pouco pressionado por Los Angeles Angels e Oakland Athletics - quadro que deve mudar: os Angels são um time competitivo e experiente - é hora de passarmos para a Liga Nacional. Na divisão leste a liderança é do Atlanta Braves, à frente de NY Mets e dos atuais campeões da conferência Philadelphia Phillies. O time de Philadelphia tem algumas dificuldades no ataque, que nem sempre consegue ajudar seus arremesadores a conseguir vitórias. O jovem time de Atlanta se aproveita disso e segue na busca pela vaga.

A divisão central têm a surpreendente liderança do Cincinnati Reds. Atrás de seus arremesadores e do bastão de Joey Votto, os Reds tentam quebrar a hegemonia do St. Louis Cardinals, que venceu a divisão 7 vezes nos últimos 10 anos. O time que jamais vencerá não deve tentar quebrar a escrita nesse ano. Sem título nos últimos 100 anos, o Chicago Cubs dificilmente chegará a terceira pós-temporada consecutiva, 9 vitórias atrás do líder Cincinnati.

Se os Reds não bastassem, a divisão oeste ganha o prêmio de "divisão maluca do ano". Depois de alguns anos sempre no buraco, com uma folha de pagamento bem reduzida, e um buraco negro como estádio, o San Diego Padres lidera a divisão, 2 vitórias a frente de Colorado e LA Dodgers, bem mais acostumados com essa disputa. 'The little team that could" aposta num jogo de arremesadores - tem o melhor conjunto da MLB, com o melhor ERA e um closer perto da liderança da liga em saves - e "small ball", priorizando ganhar bases ao invés de mostrar potência no bastão e tentar roubar bases sempre que possível. A missão de San Diego é mostrar que ele realmente pode competir em alto nível, a despeito dos céticos que estão a espera do momento em que o time vai implodir (bom, os céticos envolvem até mesmo a torcida do time, então a tarefa não é assim tão simples...). A espreita está o San Francisco Giants, que tem alguns problemas no seu ataque e um Tim Lincecum não tão genial. A chegada do catcher-prodígio Buster Posey dá novo fôlego à equipe, fazendo a divisão ficar bem mais movimentada que de costume.

Com pouco mais da metade da temporada já disputada o cenário dos playoffs ainda está totalmente indefinido. Ainda que os 3 times da AL Leste - NY Yankees, Boston Red Sox e Tampa Bay Rays - se mostrem um passo a frente do resto da liga, tendo mais vitórias que alguns líderes de divisão, a maratona ainda reserva surpresas. Como o número de jogos, e o desgaste, é muito grande, contusões são mais do que naturais e podem jogar no lixo a temporada de um time. Nas últimas semanas o destaque foi a contusão de Jake Peavy, que apesar de não fazer uma temporada espetacular vai desfalcar o White Sox até o ano que vem. Outros times, como o San Diego Padres, que se baseiam no conjunto, torcem para que nada de excepcional aconteça até outubro. Tudo porque, depois dessa pequena pausa, a maratona vai continuar.